[dropcap]M[/dropcap]esmo com todo este suporte digital disponível atualmente, ainda sou adepto da era de Johannes Gutenberg, pois não dispenso um papel impresso. Não abro mão de folhear todo dia um jornal para ler as notícias, consultar o horóscopo, fazer palavras cruzadas e com a caneta hidrográfica (marca-texto) sublinhar trechos para analisar depois com mais calma. E guardá-lo caprichosamente todo arrumadinho no revisteiro.
Gosto de levantar cedo, de buscar o jornal na portaria do condomínio e bater um papinho com o porteiro. E fofocar, como fazia a Candinha, da música (Mexerico da Candinha) interpretada pelo Roberto Carlos. Todo dia tem assunto, seja de televisão, política ou futebol para comentar. Como do personagem Dom Sabino, interpretado pelo ator Edson Celulari, na novela O Tempo Não Para. Do atentado ao candidato a Presidência da República, Jair Bolsonaro. Do time do São Paulo, que segue líder no campeonato brasileiro.
De volta ao apartamento, enquanto a cafeteira vai tirando um cafezinho fresquinho e o forninho elétrico aquecendo pãezinhos de queijo; fico lendo o jornal e me lembrando do tempo em que era garoto e não tinha muito com o que se preocupar. A não ser acordar cedo, ir para a escola, fazer os deveres escolares, jogar bola, soltar pipa, ajudar em algumas tarefas da casa e buscar alguma coisa que mamãe Anna, precisava com urgência.
De sair correndo atrás do bucheiro, com uma travessa e uma nota de cinco cruzeiros, para comprar fígado de boi para o jantar. Dos trocados que papai Nelson dava, para ir a vendinha comprar “caixinha da sorte”, que trazia um brinquedo surpresa junto com algumas balas ou um doce colorido que trazia um “índio apache”, para aumentar a coleção. Dos dias que amanhecia chovendo, da ida até a Casa Ochi para comprar fubá, pois à tarde, teríamos “bolinhos de chuva”. Quantas saudades!…
Hoje os armazéns deram lugar aos supermercados. O jornal impresso está cedendo lugar aos sites dos próprios jornais que oferecem as notícias online. Confesso que fico triste, quando passo por uma banca de jornal e vejo aquela pilha de jornais amarrados à espera de serem retirados e levados para reciclagem. O tempo passou e o vento gelado do inverno levou as folhas secas que caíram das árvores, e ficaram espalhadas pelo gramado do jardim, de um outono que ficou no passado. O que esperar do amanhã!…
Eu espero e gostaria que não houvesse tanta competição entre os seres humanos. De tal forma, que as pessoas não fossem demasiadamente tão pessimistas, egoístas, racistas, intolerantes, indiferentes, desumanas, desunidas, demagogas, interesseiras, impacientes, traiçoeiras, orgulhosas, falsas, maldosas, maledicentes, hipócritas e arrogantes.
Enquanto isso, vou refletindo sobre os dizeres do poeta William Shakespeare que dizia: “Rir de seus próprios erros pode prolongar a sua vida”. No que sua esposa, Anne Hathaway contradizia: ”Rir dos erros da sua mulher pode encurtar a sua vida”. Você já parou para avaliar os prós e os contra que fazem parte da sua vida. Desde a hora em que você se levanta da cama até a hora em que você se deita para dormir?…
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