Simplesmente Maria…

© Santuário de Nossa Senhora do Sagrado Coração

[dropcap]A[/dropcap] aparição da Virgem Maria, na imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, ocorreu no Rio Paraíba do Sul em 1717. Ao saírem para pescar, na intenção de servir a comitiva do governante das capitanias, que estavam de passagem pelo Vale do Paraíba, Domingos Garcia, João Alves e Filipe Pedroso, pescaram o corpo de uma imagem e em seguida uma cabeça, que se encaixou com precisão no corpo.

Diante do encontro da imagem, as redes dos pescadores se encheram de peixes. Considerado por todos os moradores um milagre, a devoção foi se espalhando pelas casas do lugarejo. A ponto de construírem inicialmente uma capela, em seguida uma Basílica e atual Santuário Nacional de Aparecida. Considerado o quarto maior santuário do mundo, fica localizado na cidade de Aparecida e atrai milhares de devotos, não só do Brasil, mas até do exterior.

Há quem diga que tudo aconteceu, como sempre acontecem as coisas relacionadas a Deus. De uma forma divina, singela e natural. Nos primórdios, Deus Pai, por obra do Espírito Santo, vem anunciar através do anjo Gabriel a uma virgem da cidade da Galiléia, chamada Nazaré a natividade de um Messias. Uma virgem de nome Maria (Mirian) filha de Anna e Joaquim, que o anjo Gabriel enalteceu dizendo: Alegra-te, cheia de graça! O senhor está contigo. Disse ainda: Não tenhas medo Maria! Porque encontraste graça diante de Deus. Disse então Maria: Eu sou a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra!…

José, seu marido, não querendo difamá-la, pensou em deixá-la secretamente. Mas um anjo do Senhor apareceu-lhe em sonho e disse: Não temas José, em receber Maria por sua esposa, pois o que nela vai se gerado, é obra do Espírito Santo. Ela dará à luz a um filho, a quem você dará o nome de Jesus.

Assim, Maria pode viver a experiência da gravidez, do parto, do amamentar, do acalentar, do ninar, do cuidar e do ensinar. Uma mãe amorosa, preocupada, atenta que diante da situação constrangedora dos noivos, durante uma festa das bodas em Canaã da Galiléia, vê seu filho Jesus, transformar água em vinho, depois do seu pedido de intercessão…

Com tantas devoções e aparições, em diversos lugarejos e países e independente do nome recebido, Maria continua intercedendo pelos excluídos, desamparados, perseguidos, aflitos, doentes, marginalizados, esquecidos, abandonados, oprimidos, carentes…

Uma Mãe a quem oramos em português, italiano, inglês, espanhol, alemão, francês, russo, japonês, castelhano… Uma Mãe de olhos meigos, ovulados, de lábios doce, delicados, de pele macia, aveludada, de cabelos lisos, encaracolados. Uma Mãe de olhar sereno, distante, compenetrado, como os retratados em muitas pinturas… Uma Mãe a quem pedimos diariamente para que interceda junto a seu filho Jesus, por nossas vidas, nossos filhos, nossas famílias, nossas comunidades, nosso país.

No Brasil a chamamos de Nossa Senhora da Conceição Aparecida. Em outros tantos países, diante de suas diversas aparições e homenagens é invocada como Nossa Senhora da Abadia, dos Anjos, da Achiropita, da Anunciação, do Caravaggio, do Carmo, das Candeias, da Desatadora de Nós, do Desterro, das Dores, de Fátima, da Glória, das Graças, de Guadalupe, da Guia, de Lourdes, de Luján, do Líbano, de Loreto, das Mercês, de Montserrat, de Medjugorje, das Neves, de Nazaré, da Penha, da Piedade, do Perpétuo Socorro, da Rosa Mística, do Rosário, da Salete, de Schoenstatt…

Na realidade, há quem diga que o importante não é a sua cor de pele, a sua nacionalidade, nem a sua aparência. Mas sim o que ela significa como Mãe de Cristo, Mãe da Igreja e Mãe da Humanidade. Para nós brasileiros, a Rainha e Padroeira do Brasil…

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