
A tese de doutorado defendida em 2016 na USP de Talita Stessuk, orientada por João Tadeu Ribeiro-Paes, do Laboratório de Genética e Terapia Celular – GenTe Cel e professor do Departamento de Biotecnologia da Unesp, Câmpus de Assis, foi indicada para concorrer ao Prêmio CAPES INTERFARMA 2017.
Sobre a tese
TERAPIA CELULAR EM ÚLCERAS CRÔNICAS COM IMPLANTE DE CÉLULAS TRONCO MESENQUIMAIS ASSOCIADAS A PLASMA RICO EM PLAQUETAS
Tese apresentada ao Programa de Pós- Graduação Interunidades em Biotecnologia USP / Instituto Butantan / IPT, para obtenção do Título de Doutor em Biotecnologia.
Área de concentração: Biotecnologia
Orientador: Prof. Dr. João Tadeu Ribeiro-Paes – Laboratório de Genética e Terapia Celular – GenTe Cel – Departamento de Biotecnologia – Unesp – Campus de Assis
Resumo
O impacto econômico e social relacionado ao tratamento de úlceras cutâneas crônicas é significante no Brasil e no mundo, bem como é crescente o número de pacientes com doenças crônicas sistêmicas, como exemplo o diabetes mellitus, que favorecem o aparecimento e a continuidade de lesões dermo-epidérmicas.
Úlceras cutâneas de difícil cicatrização estão sujeitas a uma série de defeitos fisiológicos e bioquímicos que colaboram para a cronicidade das lesões e, conseqüentemente, a baixa eficiência dos tratamentos convencionais e o risco de amputações.
No âmbito da medicina regenerativa para o tratamento de lesões cutâneas crônicas, o emprego clínico da bioengenharia de tecidos associada à terapia celular com células-tronco adultas tem sido considerado como uma nova e promissora alternativa terapêutica. Diante da importância fisiológica dos fatores plaquetários durante a cicatrização, o plasma rico em plaquetas (PRP) tem sido utilizado com o propósito da regeneração tecidual e pode atuar como um suporte celular.
Atribui-se às células-tronco mesenquimais (CTM) propriedades imunomodulatórias, antinflamatórias, proliferativas, anti-apoptóticas e antifibróticas, que as tornam extremamente interessantes para atuar em processos regenerativos cutâneos.
Neste contexto, o estudo tem como objetivo principal avaliar a eficácia terapêutica no tratamento de úlceras cutâneas de pacientes diabéticos, empregando CTM do tecido adiposo (CT-TA) associadas a PRP obtido de sangue autólogo.
Uma vertente preliminar do estudo, in vitro, proporcionou a padronização da produção e gelificação do PRP, em conformidade com o propósito cutâneo.
Ainda, foi verificada a influência positiva e estimulatória do PRP e do meio condicionado proveniente de CT-TA, sobre a proliferação e migração de fibroblastos e queratinócitos, estágios e tipos celulares cruciais durante o processo de cicatrização cutânea.
A pesquisa aplicada foi composta por seis pacientes diabéticos e portadores de úlceras cutâneas crônicas, sem cicatrização significante por, no mínimo, seis meses, nos membros inferiores. Para cada paciente foi produzido um PRP autólogo que, após associação com as CT-TA cultivadas, foi gelificado no formato de uma membrana flexível com as dimensões de cada lesão.
O seguimento ambulatorial e fotográfico, pós-aplicação, evidenciou a formação de tecido de granulação a partir da primeira semana após o implante.
A reepitelização total ocorreu em 5 das 10 lesões tratadas, sendo o índice de cicatrização médio superior a 70% após 3 meses da aplicação.
Neste contexto, é possível concluir que a terapia com CT-TA associadas a PRP proporciona uma redução na área ulcerosa de lesões cutâneas crônicas em pacientes diabéticos. Os primeiros passos dados por este trabalho colaboram para a evolução da terapia celular no tratamento de úlceras cutâneas de difícil cicatrização.
Informações
João Tadeu Ribeiro Paes, MD, PhD
Laboratório de Genética e Terapia Celular – GenTe Cel
Departamento de Biotecnologia – UNESP – Campus de Assis
Av. Dom Antonio, 2100. Parque Universitário.
(18) 3302-5856
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