Pílulas do câncer: Testes com fosfoetanolamina podem começar em até 30 dias

© Pílulas de Fosfoetanolamina (Foto: Divulgação)

Pílulas de Fosfoetanolamina (Foto: Divulgação)
Pílulas de Fosfoetanolamina (Foto: Divulgação)

Com todos os laudos exigidos pelo protocolo de pesquisa clínica da Anvisa entregues à Secretaria estadual da Saúde, os testes com a fosfoetanolamina sintética – “a pílula do câncer”- em seres humanos podem começar em até 30 dias.

A informação foi repassada pelo Dr. Paulo Hoff; oncologista, diretor clínico do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo, instituição responsável pela coordenação do estudo; ao deputado estadual Ricardo Madalena (PR).

Dr. Hoff explicou porque a pesquisa não iniciou logo após a entrega pelo laboratório PDT Pharma do último relatório exigido.

“O que falta agora são pequenos ajustes, em vista do material que foi enviado pelo PDT Pharma, mas nós não antecipamos nenhum problema maior. Houve pequenas discrepâncias que estão sendo sanadas. Os pacientes que vão participar da primeira parte do estudo já foram selecionados. Eles são pacientes do SUS que já fazem tratamento. Se tudo correr como esperamos,  em breve teremos respostas importantes com os testes”, explicou o oncologista.

“Por ser um dos primeiros deputados a entrar na luta a favor da fosfoetanolamina sintética, eu espero que a pesquisa clínica comece ainda este mês porque quem tem câncer tem pressa! Também reafirmo meu compromisso de continuar lutando para que a ‘pílula do câncer’ seja liberada para uso médico o mais rápido possível”, afirmou Ricardo Madalena.

Na primeira parte do estudo, a fosfoetanolamina será ministrada, durante dois meses, a um grupo de 10 pacientes com a doença para confirmar a não toxicidade da substância.

Se não ocorrer problemas, as pílulas serão dadas a um conjunto de 210 pacientes, divididos em grupos de 21 doentes, que têm os 10 tipos mais comuns de câncer: cabeça e pescoço, mama, próstata, colo do útero, cólon e reto, estômago, fígado, pulmão, pâncreas e melanoma.

A substância apresentando algum benefício, o experimento poderá compreender até 1.000 pacientes e se estender por dois anos.

O protocolo científico dos testes, financiado pelo governo paulista ao custo de R$ 2 milhões, foi aprovado pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa do Conselho Nacional de Saúde (Conep-CNS) e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), órgão federal que regula o registro de medicamentos e alimentos.

A substância do estudo foi sintetizada pelo PDT Pharma Indústria e Comércio de Produtos Farmacêuticos Ltda., em Cravinhos/SP, e encapsulada pela Fundação para o Remédio Popular (Furp), laboratório farmacêutico oficial do Governo do Estado de São Paulo, na unidade de Guarulhos/SP.

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