
A greve dos bancários chegou ao 24º dia nesta quinta-feira com 13.246 agências e 29 centros administrativos fechados, segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT).
O número de agências fechadas representa um leve recuo em relação ao dia anterior, quando a paralização atingiu 13.254 agências e 28 centros administrativos. O maior número de agências fechadas foi registrado no dia 27, quando 13.449 delas tiveram suas atividades paralisadas. De acordo com o Banco Central, o país tem 22.676 agências bancárias instaladas, segundo último balanço.
Na véspera, os bancários se reuniram com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), mas o encontro terminou sem acordo, e os grevistas decidiram manter a paralisação.
A greve já é mais longa do que a realizada pelos bancários no ano passado, que durou 21 dias. Segundo a Contraf-CUT, a greve mais longa da categoria na história foi em 1951 e durou 69 dias. Nos últimos anos, a mais longa foi a de 2004, com 30 dias.
Para o presidente do Sindicato dos Bancários de Assis e Região, Helio Paiva Matos, a culpa da greve é dos bancos. De acordo com ele, os bancários reforçaram a disposição de negociar, mas os bancos novamente demonstraram seu desrespeito, tanto em relação aos seus funcionários e clientes, e toda a sociedade. “Chegamos ao movimento grevista por ser último recurso que tínhamos para forçar os bancos a abrirem negociação. Pedimos a compreensão da sociedade, já que lutamos também por melhor atendimento, na contratação de mais funcionários”.
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