Família pede indenização após morte do sonoplasta Ricardinho Pitty

Ricardo, de 37 anos, morreu depois de erro no diagnostico.
Advogado da família pediu R$ 700 mil em indenização.

Família pede indenização de 700 mil reais após morte do sonoplasta Ricardinho Pitty (Foto: Reprodução)

Os pais de Ricardo Alexandre da Silva, de 37 anos, que morreu após erro médico ao diagnosticar verdadeiro problema de saúde, decidiram processar a Prefeitura Municipal de Assis.

De acordo com o advogado da família, Ernesto Nobile, ele entrou com uma ação de indenização por danos morais e erro médico contra a Prefeitura Municipal de Assis, pleiteando uma indenização de 700 mil reais.

“Os pais do jovem, Roque Luiz da Silva e Irene Maria da Silva estão abalados e não aceitam o erro médico que vitimou Ricardinho Pitty aos 37 anos de idade” disse.

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Pitty que trabalhou como sonoplasta da Rádio Difusora de Assis por 15 anos, teria passado mal na última sexta-feira (27), quando deu entrada no Pronto Atendimento da vila Maria Isabel, e foi informado que estaria com gripe e virose. Mesmo usando os medicamentos a saúde dele só piorou.

Segundo o advogado, Ricardinho teria procurado o Pronto Socorro às 18h40 de sábado (29), febril e com fortes dores no peito, costas e nas pernas, e só foi atendido às 22h00.

“O médico de plantão nem examinou o paciente e diagnosticou forte gripe, receitando injeção de Dipirona, receitando ainda Nimesulida, em comprimido, para tomar de 8 em 8 horas, determinando exame de sangue e mandou o paciente para casa, embora seus pais implorassem para que fosse internado, ninguém deu ouvidos, num completo descaso e falta de respeito com o ser humano” disse.

Em casa, Pitty continuou passando mal e logo pela manhã de domingo (30), retornou novamente ao Pronto Socorro, sendo atendido por nova equipe que assumiu o plantão. De acordo com Nobile, o médico olhou o exame de sangue e afirmou que o paciente não tinha nada de grave e sim uma forte gripe, mandando continuar a tomar Nimesulida.

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O quadro de saúde do sonoplasta foi piorando cada vez mais. Na quarta-feira, dia 02 de outubro de 2013, o repórter da Rádio Difusora de Assis, Sidney Fernandes, preocupado com o estado de saúde de seu companheiro de trabalho o levou para o Pronto Atendimento da Vila Maria Isabel, onde o médico de nome Dr. Dirceu também diagnosticou” forte gripe, mandando a equipe de plantão passar um soro em sua veia e em seguida mandou de volta para sua casa, determinando que tomasse bastante água e qualquer tipo de analgésico.

“Por incrível que pareça, o médico nem chegou a dar receita de qual tipo de analgésico tomaria, deixando a critério do paciente” disse Nobile.

Ainda no final do dia, por volta das 17h30, com a piora de Pitty, os amigos de trabalho conseguiram uma consulta particular no Hospital e Maternidade de Assis, onde o médico Dr. Luiz Marcelo Rotondaro determinou a imediata realização de Raio X do tórax e perfil, ficando assustado com o que vira, pois Ricardo Alexandre da Silva estava em estado gravíssimo, necessitando com extrema urgência de UTI, dando encaminhamento para voltar ao Pronto Socorro Municipal, cujo médico de plantão deveria tomar as providências o mais rapidamente possível. Como não havia vaga disponível na UTI, foi deixado na sala de emergência, cuja médica de plantão, assustada pediu ajuda de outro médico, que inconformado com o que vira, mandou entubar o paciente que teve parada cárdio-respiratória, vindo a óbito às 22h30 do dia 02 no Pronto Socorro Municipal de Assis, na Rua Smith de Vasconcelos, no centro de Assis.

“O médico Dr. Michel Patriarca Jabur, CRM 153.960 que, atestou o óbito como causa da morte: “CAUSA INDETERMINADA“, chegou a implorar para a família que pedisse autópsia para detectar a real causa da morte, sendo claro, pelas evidências que o paciente estava acometido de pneumonia, porém por erro de diagnóstico médico, por sucessivas vezes, foi tratado como se tivesse uma simples gripe. E um jovem de apenas 37 anos de idade, que nunca ficara doente durante sua vida; não fumava e nem ingeria bebida alcoólica, vivendo apenas para o trabalho e para os estudos (cursava direito), veio a falecer precocemente, aos 37 anos, na flor da idade, para desespero de sua família e de toda a comunidade assisense que ficou indignada. Uma verdadeira multidão foi ao seu sepultamento e toda a imprensa regional noticiou o lamentável acontecimento.” finaliza Nobile.

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