Família de Ricardo Pitty, da Difusora, receberá mais de R$ 100 mil por morte

Família de Ricardo Pitty, da Difusora, receberá mais de R$ 100 mil por morte (Foto: Reprodução)
Família de Ricardo Pitty, da Difusora, receberá mais de R$ 100 mil por morte (Foto: Reprodução)

O Tribunal de Justiça condenou a Prefeitura de Assis a pagar uma indenização no valor de R$ 100 mil à família de Ricardo Alexandre da Silva, o Ricardinho Pitty, pela sua morte ocorrida em 2 de outubro de 2013, em Assis. O valor deve ser corrigido, com juros e correção monetária, desde a sua morte, devendo chegar a cerca de R$ 130 mil reais.

O advogado Ernesto Nóbile ingressou no Fórum da Comarca de Assis com ação de indenização por danos morais e erro médico contra a Prefeitura Municipal de Assis, pleiteando uma indenização de R$700 mil, tendo em vista a morte precoce de Ricardo Alexandre da Silva, o radialista sonoplasta da Rádio Difusora de Assis.

A Prefeitura recorreu para o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, que manteve a decisão do Juízo de 1ª Instância. Novamente novo recurso especial foi feito, porém, o desembargador Ricardo Anafe, presidente da Sessão de Direito Público, bem como o desembargador Fermino Magnani Filho, não aceitaram referido recurso.

Ricardo Pitty faleceu em 2 de outubro de 2013 por erro de diagnóstico médico. Ele foi tratado no Pronto Socorro Municipal de Assis e no Pronto Atendimento da Vila Maria Izabel desde o dia 29 de setembro com gripe e virose, porém estava com pneumonia.

“Ricardo Alexandre da Silva foi diagnosticado com gripe forte, porém, em sua casa, seu estado foi piorando cada vez mais e então foi diagnosticado por um médico pneumologista como pneumonia. Os médicos que o atenderam determinaram que ele tomasse Dipirona, bastante água e qualquer tipo de analgésico. Neste caso, nem chegou a dar receita de qual tipo de medicamento tomaria, deixando a critério do paciente”, explica o advogado Ernesto Nóbile.

“O paciente piorou e sua situação estava gravíssima e ele necessitava com extrema urgência de UTI, mas não havia vaga disponível na UTI e ele foi deixado na sala de emergência, cuja médica de plantão, assustada pediu ajuda de outro médico, que inconformado com o que vira, mandou entubar o paciente que teve parada cardio-respiratória e morreu no Pronto-Socorro Municipal de Assis”, conta Ernesto, que ainda diz: “por erro de diagnóstico médico, por sucessivas vezes, ele foi tratado como se tivesse uma simples gripe”.

“Espero bom senso da atual Administração comandada pelo prefeito Ricardo Pinheiro, pagando a indenização de cerca de R$ 130 mil reais, determinado pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo ao pai de Ricardo Pitty, Roque Luis da Silva, pois sua mãe Irene Maria da Silva veio a falecer pois não aceitou a morte precoce do filho”, finaliza o advogado.

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