Justiça determina unificação de penas dos irmãos Schincariol

Irmãos foram presos em Assis (SP) pela Polícia Federal por crime tributário.
Eles respondem por vários processos na Justiça Federal desde 2001.

Irmãos foram presos por agentes da Polícia Federal (Foto: Reprodução / TV TEM)
Irmãos foram presos por agentes da Polícia Federal (Foto: Reprodução / TV TEM)

O juiz Luciano Tertuliano da Silva, da Justiça Federal em Assis (SP), que determinou a prisão dos irmãos Fernando Machado Schincariol e Caetano Schincariol Filho, proprietários da cervejaria Malta, por crime tributário, deciciu que as penas de cada um dos acusados sejam unificadas, já que vários processos contra os empresários correm na Justiça Federal desde 2001. São os mesmos crimes pelos quais eles foram presos na manhã desta quarta-feira (23) na casa deles, que fica no Jardim Europa, em Assis (SP), por agentes da Polícia Federal de Marília.

Segundo o juiz, os empresários são acusados de sonegação tributária e formação de quadrilha. Entre os crimes estão falsificar e alterar notas fiscais, faturas, duplicatas e notas de venda. O advogado dos sócios da cervejaria, Paulo Eduardo Chacon Pereira, disse que no momento prefere não se manifestar.

Fernando Machado Schincariol foi condenado a 4 anos e 9 meses de prisão, que devem ser cumpridos em regime semiaberto. Ele foi levado para penitenciária de Marília. Já o irmão dele, Caetano Schincariol Filho, foi condenado a 9 anos e 7 meses de prisão em regime fechado, que será cumprido na penitenciária de Assis.

Fernando e Caetano são da família Schincariol, mas de acordo com a Justiça Federal, os crimes cometidos por eles não têm relação com a cervejaria do tio, que em 2011, foi vendida a um grupo japonês.

A Justiça Federal disse ainda que os crimes são relacionados a cervejaria deles, que fica em Assis. Os irmãos entraram com recursos no Superior Tribunal de Justiça e no Supremo Tribunal Federal. Mas, uma decisão do STF, de fevereiro, diz que qualquer réu condenado em segunda instância deverá cumprir a pena antes de se esgotarem os recursos possíveis da defesa, como é o caso dos irmãos.

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