Homem que matou ex a facadas na frente da neta em Tupã é achado morto em cela de CDP

© Carlos Roberto Nunes de Andrade estava sozinho em cela de CDP e foi encontrado morto por um agente penitenciário (Foto: Mais Tupã/Divulgação)

[dropcap]O[/dropcap] homem suspeito de assassinar a ex-companheira a facadas na última sexta-feira (31), em Tupã (SP), foi encontrado morto na manhã desta quarta-feira (5) em uma cela do Centro de Detenção Provisória (CDP) de Caiuá, na região oeste do estado, onde estava preso preventivamente.

O agente penitenciário que encontrou Carlos Roberto Nunes de Andrade, de 49 anos, morto e pendurado pelo pescoço por um pedaço de tecido registrou boletim de ocorrência na delegacia de polícia de Presidente Epitácio como “suicídio consumado”.

Ainda segundo informações do BO, Carlos Roberto estaria sozinho na cela quando foi encontrado sem vida. Consultada, a Secretaria de Administrações Penitenciárias (SAP) ainda não se manifestou sobre o caso.

Policial faz trabalho de perícia na casa do Bairro Jaçanã onde mulher foi a atacada com uma faca (no detalhe) pelo ex-marido (Foto: Mais Tupã)

O crime aconteceu durante uma discussão na casa da vítima em Tupã, no Bairro Jaçanã. A nora e neta da vítima, de 5 anos, presenciaram o crime.

Segundo a Polícia Militar, Carlos Roberto teria entrado na casa da ex-companheira, Rosângela Alves da Silva, de 44, sob o pretexto de tentar uma reconciliação. O casal manteve relacionamento de cerca de três anos e estava separado há dois meses.

Os dois iniciaram uma discussão que terminou com Carlos Roberto desferindo seis facadas na mulher. Ela foi socorrida, mas morreu na Santa Casa de Tupã.

Rosângela Alves da Silva, de 44 anos, levou seis facadas e morreu na Santa Casa de Tupã (Foto: TV TEM/Reprodução)

Depois do crime, o suspeito tentou fugir e foi perseguido pelos policiais. Após bater o carro em uma rodovia, foi preso e levado para a Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Tupã.

Segundo o delegado Roberto José Fernandes Bonfim, o suspeito foi indiciado por homicídio qualificado (além de feminicídio, crime praticado por motivo fútil e sem dar chance de defesa à vítima), com pena prevista de 12 a 30 anos de prisão.

Carlos Roberto já possuía uma ficha criminal de violência, com pelo menos duas condenações, segundo a Polícia Civil.

Em uma delas, ele foi denunciado por outra mulher com quem manteve relacionamento, também em Tupã, por violência doméstica.

O suspeito também tinha uma condenação por tentativa de homicídio, em crime registrado na cidade de Limeira (SP).

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