“Eu uso droga mesmo, cheirar, eu cheiro, mas essa [droga] não é minha”, diz Nilson Pavão

Vereador de Assis pelo MDB fez afirmação nesta segunda-feira durante a sessão da Câmara.

A Câmara de Vereadores de Assis (SP) abriu uma Comissão Processante (CP) contra o vereador Nílson Pavão (MDB) por quebra de decoro parlamentar depois que ele foi flagrado com cocaína.

O vereador Claudecir Rodrigues Martins, o Gordinho da Farmácia (PRB), ficou definido como o presidente da comissão,  Luis Remo Contin, o vereador Bigode (PP) é o relator e o vereador João da Silva Filho, o Timba (DEM) é o membro.

O caso

Na última sexta-feira (10), Nílson Pavão envolveu-se em um acidente de trânsito no Distrito Industrial de Assis e a polícia encontrou três pinos de cocaína dentro do carro do parlamentar. Havia outras três pessoas no carro.

O vereador foi encaminhado para a delegacia, onde assinou um termo circunstanciado para responder pelo caso em liberdade.

Sessão

Durante a sessão desta segunda-feira, os vereadores votaram o afastamento imediato do vereador, mas o pedido foi rejeitado.

Nílson Pavão estava na sessão e, na tribuna, admitiu ser usuário de drogas e afirmou que precisava de tratamento. “Eu uso droga mesmo, cheirar, eu cheiro, mas essa que achou no carro não é minha” afirmou Pavão. (Veja o vídeo abaixo)

Investigação e afastamento

A denúncia, pedido de investigação e afastamento por quebra de decoro parlamentar foi realizado pelo advogado Ernesto Benedido Nóbile, suplente do vereador.

Em trecho final do pedido, Ernesto afirma que há fatos irrefutáveis em desfavor de Nilson Pavão.

“Dentro do princípio da moralidade, legalidade, e transparência, vem protocolar a presente apresentação, requerendo na forma da lei, a instauração dos procedimentos legais, visando a apuração dos fatos, com o acatamento da presente, tendo em vista a gravidade dos fatos e que seja afastado do cargo de vereador até a completa apuração e votação da comissão especial de inquérito, que fatalmente cassará o mandato do vereador Nilson da Silva, mais conhecido como pavão ou papelão, pois os fatos contra ele são irrefutáveis e com vários indícios de total falta de decoro parlamentar e sem as mínimas condições intelectuais.” 

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