Projeto de cândido-motense envia ‘gorros de lã’ para pacientes em Jaú e Assis

Um projeto idealizado pela cândido-motense Cristina Maria Rossi, está ajudando a aquecer pacientes do hospital do câncer ‘Amaral Carvalho’ de Jaú, e do setor de oncologia do Hospital Regional de Assis. Este ano, foram enviados 200 gorros de lã para serem distribuídos nos dois hospitais.

‘Cris’ Rossi, como é chamada, participou do ‘Programa da Mari’, produzido pelo O DiárioTV, e conta que iniciou o projeto há 6 anos. “Não tinha nem ideia de como fazer um gorro. Pesquisei e consegui fazer minhas cinco primeiras peças, que foram enviadas para Jaú pelo Correio. Por 4 anos confeccionei por conta própria e enviava pequenas quantidades. A partir do ano passado, o projeto ganhou vários parceiros, sendo um deles a Sandra do Armarinho ‘Espaço das Novidades’, e desde então conseguimos confeccionar em grande escala”, ressaltou a cândido-motense.

Com ajuda financeira para compra dos novelos de lã, inclusive de uma prima que reside nos Estados Unidos, e de amigos e conhecidos que moram em outros estados do Brasil, o projeto cresceu e ganhou mais apoiadores, inclusive na confecção. “Hoje estamos com aproximadamente 30 pessoas confeccionando os gorros, e conseguimos neste ano, enviar 150 unidades para o Amaral Carvalho, de Jaú, e 50 para o Hospital Regional de Assis, mas nossa pretensão é enviar mais 100 unidades para Assis”, disse Cris Rossi.

Cris Rossi durante participação no ‘Programa da Mari’

Diagnosticada com esclerose múltipla há 18 anos, a cândido-motense leva uma vida normal, e atribui não ter nenhuma sequela, a um milagre. “Poder oferecer esta ajuda na área da saúde é uma forma de agradecimento a Deus pelo milagre que tenho em minha vida, por poder levar minha vida normal, como se estivesse curada”, ressaltou a cândido-motense.

Além dos gorros, o projeto também confecciona pantufas para crianças. “Escolhemos fazer o gorro, por ser uma maneira de fazer um carinho na cabeça, e demonstrar para a pessoa que estamos com ela. Poderíamos utilizar o dinheiro para comprar as peças, mas preferimos confeccioná-las para que a pessoa saiba que foi feita com carinho, exclusivamente para ela. Nossa intenção, a partir de agora, é mandar, além do gorro, pantufas para aquecer os pés”, completou.

Polvo do Amor

Após este período de frio, a cândido-motense disse que o projeto vai começar a oferecer para bebês, o ‘Polvo do Amor’. Um estudo realizado na Dinamarca, mostrou resultados surpreendentes após os polvos de crochê serem colocados dentro da incubadora, junto aos bebês prematuros. De acordo com relatos de pais e profissionais de saúde de UTIs neonatais, o uso do polvo de crochê parece acalmar os pequenos, ajudando a normalizar a respiração e os batimentos cardíacos, e evitando que eles arranquem fios de monitores e tubos de alimentação.

“Em uma viagem para o Mato Grosso, fiz o polvo de crochê para um bebê que estava internado e ele saiu rápido do hospital, então nossa ideia é começar a confeccionar também esta peça para os pequeninos”, adiantou Cris. E prosseguiu: “Independentemente da época do ano, vamos continuar fazendo os gorros”, concluiu.

Quem quiser colaborar com o projeto, comprando um novelo de lã, pode entrar em contato pelo facebook ‘Cris Maria Rossi’, e chamar no messenger.

O Diário do Vale

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