
Quatro pessoas foram presas na rodovia Raposo Tavares, em Salto Grande (SP), na madrugada desta sexta-feira (7), suspeitas de envolvimento com uma quadrilha que desviava carga de soja destinada para exportação. A prisão dos motoristas ocorreu quando o grupo parou na rodovia para arrumar o pneu de um dos caminhões.
Segundo a polícia, 80% da soja era retirada da carga, que era composta com trigo ou milho de má qualidade, e o caminhão seguia até o porto de Santos. Cada um do três caminhões transportava cerca de 33 toneladas de grãos.
A investigação durou cerca de seis meses. De acordo com a polícia, depois que os caminhões eram carregados, os motoristas paravam em um ponto perto da estrada onde a soja era descarregada. Os criminosos colocavam então trigo ou milho, que completavam a carga levada ao porto de Santos. Para disfarçar o golpe, a quadrilha carregava 20% do volume com soja, que era despejada em cima da carreta.
Amostras recolhidas pela polícia mostram como era feita a mistura de soja e trigo. Na operação foram apreendidos nos caminhões uma pistola calibre 380, quatro celulares, nota fiscal da mercadoria e R$ 49,5 mil que seriam usados para pagamento de propina.
Além dos três condutores, outro homem que fazia a escolta do comboio de Assis até o porto de Santos foi preso. Os quatro suspeitos vão responder pelos crimes de estelionato, porte ilegal de arma e associação criminosa armada. Se condenados a pena pode chegar a quinze anos de detenção. Eles foram encaminhados à cadeia de São Pedro do Turvo (SP).
O delegado João Beffa, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Ourinhos, afirma que a quadrilha tem vários segmentos e várias pessoas estavam envolvidas com o crime. “Empresários, donos de empresas de grãos, caminhoneiros, funcionários do porto de Santos, todos recebiam vantagem econômica”.

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