
Todo hospital que tenha atendimento pediátrico deve ter obrigatoriamente, desde 2005, de acordo com a Lei 11.104, um espaço destinado à brinquedoteca; desde então, esse espaço reservado para brincar é palco de constantes mudanças. Antes, a Santa Casa contava com a Brinquedoteca Móvel – um carrinho em que eram carregados brinquedos e materiais para entretenimento das crianças. Posteriormente, destinou-se uma sala específica para a brinquedoteca. Neste mês de fevereiro, a brinquedoteca da Santa Casa de Misericórdia de Assis, onde alunos da UNESP realizam estágio, passará por reformas.

Em entrevista, a ouvidora do Hospital, Letícia Maria dos Santos Sanchez, formada em Pedagogia, relatou que foram feitas reuniões com o grupo de voluntários da Santa Casa de Misericórdia, com o setor de comunicação e com representantes da UNESP, ocasião em que se falou da importância de um lugar específico dentro da Santa Casa para as crianças se divertirem. “Sou pedagoga e, ao entrar na brinquedoteca, via que aquele era um lugar de escape dentro do hospital, tanto para as crianças internadas como para as mães”, e acrescentou: “vejo a brinquedoteca como um espaço de humanização dentro do hospital”.
Nos próximos dias, dar-se-á início à reforma da sala da brinquedoteca a fim de torná-la mais acolhedora e mais bem preparada para as crianças brincarem. Para tornar possível a reforma, a Santa Casa de Assis, em parceria com um fotógrafo, um arquiteto, o grupo de voluntários do Hospital e discentes do curso de Psicologia da Faculdade de Ciências e Letras de Assis, elaborou um projeto. As paredes do corredor da ala pediátrica serão pintadas em Street Art por Anderson Lemes, artista assisense, conhecido por Alemão, cujas obras são conhecidas em diversas cidades do Brasil e da Europa.
No intuito de amenizar os impactos do processo de hospitalização das crianças, foi desenvolvido, em 2001, um projeto de pesquisa – em parceira com a Santa Casa de Misericórdia – que deveria servir não só à formação dos alunos do curso de Psicologia, mas também, com a orientação destes, à recreação das crianças.
O projeto conta com 15 discentes do quarto e quinto ano que se revezam durante os dias da semana para atenderem as crianças e cumprirem o estágio de formação. A presença atuante dos estagiários na ala da pediatria fez com que eles pudessem ver possibilidades de melhorias da sala destinada à recreação das crianças, como relatou a professora Gisele Gonçalves Melles de Oliveira, uma das supervisoras do projeto.
Além dos turnos no hospital, os estagiários participam de supervisões semanais em que são estudados teóricos da Psicologia que oferecem subsídios para compreender as dimensões do brincar e do atuar com recursos lúdicos, de acordo com o professor Jorge Luís Ferreira Abrão, também supervisor.
Participam dos momentos de descontração na brinquedoteca não só as crianças, mas também seus acompanhantes, que encontram nesse ambiente um alívio para suas angústias e, com a presença dos estudantes de Psicologia, passam a entender que “o brincar é coisa séria” (frase tirada do panfleto sobre a brinquedoteca).
O supervisor vê a brincadeira como uma forma de a criança se expressar; “o brincar traz consigo uma dimensão simbólica e lúdica que é fundamental para a elaboração afetiva da criança”, que, em um momento de internação, caracterizado por angústias e medos, pode contribuir para uma vivência mais saudável e ajudá-la superar o difícil período de hospitalização, complementa Jorge Luís Ferreira Abrão.

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