O Palmeiras anunciou nesta segunda-feira a decisão de rescindir de forma unilateral o contrato com a Soccer Grass, empresa responsável pela instalação do gramado sintético tanto no Allianz Parque quanto na Academia de Futebol. A medida foi motivada pela insatisfação do clube com a qualidade do campo.
A diretoria do Verdão alegou demora nas soluções apresentadas pela empresa e destacou os prejuízos decorrentes da necessidade de o clube jogar fora de casa. O Palmeiras vinha, há meses, dialogando com a Soccer Grass sobre a deterioração do gramado e as soluções inadequadas oferecidas pela empresa.
Histórico de reclamações
No último domingo (28), após o clássico contra o Santos, o técnico Abel Ferreira expressou publicamente sua insatisfação com as condições do gramado sintético do Allianz Parque.
“Quando cheguei, nos três anos seguintes, o gramado estava top. Agora, falta manutenção. Precisamos com urgência que troquem nosso gramado sintético”, disse o treinador.
Vale lembrar que o português já havia se manifestado sobre a necessidade de trocar o gramado no ano passado. Confira uma de suas falas sobre o assunto:
“Este gramado tem que ser trocado urgentemente. Não quero saber quem vai pagar. Este gramado não está em condições de jogar futebol. Este gramado é um risco por lesões […]. Espero que no próximo ano (2024) se troque o gramado. Que coloquem o de quando eu cheguei”, disse o comandante português em 2023.
Contusões e gosma nas chuteiras
As críticas se intensificaram após lesões de jogadores, como Bruno Rodrigues e Giuliano, que atribuíram suas contusões às condições do gramado. A Soccer Grass e a Real Arenas, por sua vez, alegaram que as altas temperaturas em São Paulo derreteram o composto termoplástico do gramado sintético, formando uma espécie de gosma nas chuteiras dos atletas.
Diante das polêmicas, o Palmeiras optou por rescindir o contrato com a Soccer Grass, enquanto a WTorre solicitou a troca imediata do composto termoplástico danificado. O clube busca agora um novo parceiro para o gramado da Academia de Futebol.
Até segunda ordem, não jogará mais no Allianz
O clube afirmou que não voltará a jogar no local até que os problemas sejam solucionados. Nesse período, as partidas serão realizadas na Arena Barueri. O Palmeiras exige que a Real Arenas, empresa da WTorre, cumpra com suas obrigações de manutenção do campo, ameaçando até mesmo pedir a interdição do estádio.
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