Há 9 anos meu pai foi morar com Deus – 30/ 03/ 2007.
Parece que foi hoje de manhã, cheguei à casa da minha mãe, me ajoelhei aos pés da cama e chorando disse, “te amo pai”, esperei a resposta, mas ela não saiu, não sei se não saiu por causa do câncer que o impedia de falar ou pela dureza do coração de alguns pais que têm dificuldade de dizer “eu te amo filho”.
Parece que tudo isso foi agora a pouco, afinal, o amor é atemporal. Parece que vi meu pai há apenas alguns minutos, pois sinto a presença dele desde o meu amanhecer até o anoitecer. Meu pai deixou de ser imanente (material) e passou a ser transcendente (espiritual), não que ele seja Deus, mas ele está comigo a todo instante.
Se eu pudesse voltar no tempo, e pudesse mudar algo ou falar algo diferente, não diria nada a mais do que disse, pois as palavras ditas foram as mais genuínas possíveis.
Gosto muito da música “Pai”, de Fábio Junior: “Pai! Pode crer, eu tô bem. Eu vou indo. Tô tentando, vivendo e pedindo. Com loucura pra você renascer…”
Concluo com a música de Roberto Carlos, “Meu querido, meu velho, meu amigo”: “Seu passado vive, presente. Nas experiências, contidas. Nesse coração, consciente.Da beleza das coisas, da vida. Seu sorriso franco, me anima. Seu conselho certo, me ensina. Beijo suas mãos, e lhe digo: Meu querido, meu velho, meu amigo”.
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