A escrita configura-se como arte milenar, possibilitadora de registros, ferramenta de tradução do consciente e inconsciente, do subjetivo e do concreto. No entanto, a escrita é acima de tudo o que o escritor a torna, por esse motivo sua aplicação é irrestrita e maleável.
Dessa forma, independente de ocupação, uma boa escrita torna-se um super poder. Uma vez que quando aplicado de maneira correta, o poder contido na linguagem e comunicação tem a capacidade de fazer mudanças e tornar ideias extraordinárias em um texto concreto.
O processo para que um escritor possa usufruir dos resultados de uma boa escrita é mais difícil do que aparenta, há habilidades e requerimentos nas entrelinhas dessa arte que não são óbvios para aqueles que estão começando. Por isso, separamos cinco dicas para você que quer começar a utilizar a escrita de maneira a aproveitar todo seu potencial.
Dica 1: Conheça o seu público
Não adianta ser conhecedor de diversas estratégias de storytelling e saber aplicar a linguagem e a gramática de maneira que seu texto não tenha lacunas linguísticas sem saber para quem você está escrevendo.
Leve esse exemplo em consideração: lhe é dado um tema que será apresentado e deve ser aprovado por uma banca de avaliadores. No entanto, não há nenhuma informação ou contexto que indique qual o perfil das pessoas que irão analisar o seu texto.
Levando o cenário em consideração, a conclusão óbvia em relação ao feedback do texto é que as chances da avaliação ser positiva são mínimas. Por isso, é fundamental que você entenda qual o perfil do seu público e escreva seu texto a partir do seu padrão de interpretação e impressão almejado pelo público alvo.

Dica 2: Domine a arte de criar loglines
A utilização de loglines é uma estratégia utilizada para driblar a desorganização textual e bloqueio mental em escritores. No roteiro, por exemplo, as loglines constam de um resumo de duas linhas, onde a primeira irá contextualizar a obra e seu conflito principal e a segunda apresentará uma particularidade do texto.
Além disso, a ordem “lógica e ideia principal para resultado” das loglines também contribuem com o processo de criação de um rascunho mais organizado. Deste modo, o processo de criação do texto final torna-se muito mais fácil e seu texto será muito mais conciso.
Dica 3: Domine a estrutura do gênero textual utilizado
Seja na escrita de um tweet ou de um trabalho de TCC, a aplicação da linguagem é um aspecto fundamental da comunicação escrita. Para melhor entendimento: imagine que você está abrindo o aplicativo Twitter e se depara com um tweet formatado como um email formal de maneira não irônica.
No princípio, este modelo de escrita iria chamar atenção, porém iria perder a relevância em pouco tempo, sendo caracterizado como ignorância em relação ao contexto em que o tetxo está sendo publicado.
Da mesma maneira, você não pode escrever um TCC completo com todos os aspectos estruturais perfeitamente aplicados, para depois utilizar a linguagem informal em seu texto.
Com a finalidade de dominar a estrutura de um gênero textual, é fundamental que você esteja acostumado com o conteúdo, para isso você pode utilizar exemplos pré existentes de textos complexos, como monografias, artigos e pesquisas científicas.
Porém, não adianta estar habituado com o gênero textual e não entender as nuances e regras do mesmo. Para isso, aproveite a vasta gama de guias gratuitos de escrita disponíveis na internet e comece a praticar a partir do conhecimento adquirido.
Dica 4: Mostre, não conte
Um erro comum dentre escritores é a omissão de detalhes fundamentais para a contextualização. Isso se deve ao fato de que o autor já tem uma perspectiva e narrativa definida em seu planejamento, porém, ao colocar suas ideias no papel esquece que a perspectiva do leitor é completamente diferente. Assim, a experiência do leitor e do autor tornam-se em completamente distintas.
Por exemplo: autores são mais sucetíveis a acabar esquecendo detalhes importantes para a contextualização de um texto em uma autobiografia. Isso acontece pelo fato de já estarem familiarizados com a história e considerarem pequenos aspectos importantes básicos, tornando sua relevância para o texto questionável de acordo com a sua opinião pessoal e subjetiva.
A técnica “mostre, não conte” pode ser aplicada em textos das mais variadas origens e finalidades. Diante disso, no contexto de um TCC, a contextualização do tema demonstra ser um elemento essencial. Para se acostumar com uma estrutura com boa contextualização, muitos autores utilizam de um modelo de TCC pronto, assim ganham familiaridade com o trabalho ideal.
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