Leptospirose foi doença que matou sonoplasta da rádio Difusora

Havia especulação de que Pitty tivesse sido acometido por outras doenças. O atestado emitido aponta o óbito como sendo por “causa indeterminada”.

Laudo do Instituto Adolfo Lutz revelou que Ricardo Alexandre morreu de leptospirose (Foto: Lúcio Coelho)

Na tarde de terça-feira, dia 15, a família e o advogado de Ricardo Alexandre, 37 anos, popular “Ricardinho Pitty”, que trabalhava, na rádio Difusora como operador de áudio, receberam da Coordenadoria de Controle de Doenças do Instituto Adolfo Lutz, de Marília, laudo contendo a causa morte ocorrida no dia 2 de outubro deste ano, uma quarta-feira.

De acordo com o médico André Martins, do Conselho Regional de Biologia, que foi quem assinou o laudo, o teste imunoenzimático deu resultado positivo para Leptospirose. A bactéria Leptospira geralmente vive nos rins do rato e é transmitida ao ser humano através da urina do roedor.

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A doença pode ser assintomática. Quando se instaIam, os sintomas são febre alta que começa de repente, mal-estar, dor muscular (mialgias) especialmente na panturrilha, de cabeça e no tórax, olhos vermelhos (hiperemia conjuntival), tosse, cansaço, calafrios, náudeas, diarreia, desidratação e exantemas (manchas vermelhas no corpo). Em geral, a leptospirose é autolimitada, cos tuma evoluir bem e os sintomas regridem depois de três ou quatro dias. Entretanto, essa melhora pode ser transitória. Icterícia, hemorragias, complicações renais, torpor e coma são sinais da forma grave da doença, também conhecida como doença de Weil.

O advogado Ernesto Nobile, que defende os interesses da família de Pitty ressalta que, com o exame em mãos, constatou que o sonoplasta veio a óbito por erro de diagnóstico médico e que, se tivesse sido tratado corretamente, poderia estar vivo.

“Ele recebeu tratamento como se fosse um paciente com gripe virótica. Vou encaminhar o laudo para o juiz da 4a Vara, onde está tramitando o processo de indenização por erro médico e também ingressarei na Justiça, porque o atestado de óbito consta a causa morte como indeterminada. Por isso, o seguro de vida dele, feito pela empresa onde trabalhava, está criando problema para pagamento. Entrarei com ação de retificação do atestado de óbito”, afirma.

Havia especulação de que o sonoplasta tivesse sido acometido por dengue, tuberculose, H1N1, ou febfè maculosa. Com o resultado positivo para leptospirose, tais hipóteses foram afastadas.

O atestado emitido em Assis aponta o óbito como sendo por “causa indeterminada”. Na descrição sumária consta “parada respiratória aguda com suspeita de doença infectocontagiosa”.

O IML não aceitou fazer a autópsia porque Ricardo já vinha tendo assistência médica no PS de Assis, ficando entendido que a morte foi natural.

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