
reajuste salarial (Foto: Reprodução / TV TEM)
Por causa da greve de professores e funcionários da Unesp, que já dura mais de dois meses, o início das aulas do segundo semestre nos campi de Bauru, Marília, Assis e Botucatu, marcado inicialmente para o dia 4 de agosto, foi adiado por tempo indeterminado e a paralisação deve alterar o calendário de atividades.
Como cada semestre precisa ter 100 dias letivos e nesses campi o primeiro semestre não foi finalizado, será necessário repor as aulas, mas o novo calendário só poderá ser elaborado depois do término da greve, segundo informou a assessoria de imprensa da universidade. Já as notas do 1º semestre dos cursos de graduação serão entregues ao final da reposição dos dias letivos. Nesta quarta-feira (6) uma assembleia deve deliberar sobre a aceitação ou não de uma nova proposta.
Em Bauru, as três faculdades estão em greve. Na Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação (FAAC) e na Faculdade de Engenharia (FEB) faltam 47 dias letivos a serem cumpridos para o encerramento do semestre. O site G1 também entrou em contato com a diretoria da Faculdade de Ciências, mas não tivemos retorno até a publicação da matéria.
Na Faculdade de Ciências Agronômicas (FCA) de Botucatu, o cronograma será adiado para os cursos de Agronomia e Engenharia Florestal. O calendário está em fase de elaboração para o fechamento das atividades do primeiro semestre, com a reposição dos dias parados e início do segundo semestre. Já o curso de graduação em Engenharia de Bioprocessos e Biotecnologia não parou e cumpriu o cronograma.
Já na Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia de Botucatu, os docentes e alunos dos 3º e 4º anos retomaram as atividades ainda na primeira quinzena de julho e atualmente finalizam as atividades do primeiro semestre. Os alunos de 1º e 2º anos dos dois cursos ainda estão parados.
Ainda na Unesp de Botucatu, na faculdade de medicina, as aulas práticas dos alunos do 4º, 5º e 6º ano não foram paralisadas, já que fazem estágio no hospital. Já as aulas teóricas de todos os anos estão paralisadas. A Faculdade de Filosofia e Ciências de Marília prorrogou o calendário por 90 dias e o primeiro semestre deve terminar em 17 de outubro, podendo ser abreviado caso a greve se encerre.
Ainda na região Centro-Oeste Paulista, nos campi de Ourinhos e Tupã, as aulas já foram retomadas. No entanto, em Ourinhos, os estudantes estão repondo as aulas que faltam do primeiro semestre durante o período da tarde.
Sobre a greve
A Unesp deu início ao movimento de greve na região Centro-Oeste Paulista com paralisações durante o mês de maio e os campi de Bauru, Assis, Botucatu e Marília aderiram. As principais pautas dos docentes são: reajuste salarial (inflação de 7% e mais 3,41% de perdas históricas), mais transparência no orçamento da universidade e mais participação dos colegiados em sua elaboração, revisão do papel da Comissão Permanente de Avaliação e o fim da planilha de avaliação docente, contratação de servidores docentes e técnico- administrativos, revogação dos cortes de bolsas de extensão e de permanência estudantil, entre outras.
Na semana passada, a pedido da Unesp, o Tribunal de Justiça do estado concedeu uma liminar proibindo o sindicato dos trabalhadores da universidade de impedir o acesso de funcionários e alunos aos prédios públicos em vários campis do estado.
Em nota, a reitoria da Unesp informou que foram realizadas reuniões com a Adunesp (Associação dos Docentes da Unesp) e o Sintunesp (Sindicato dos Trabalhadores da Unesp), e a reitoria propôs a concessão de um abono de 21% aplicados sobre os salários de julho de 2014, abrangendo docentes e servidores técnico-administrativos, ativos e aposentados, a serem creditados 7 (sete) dias após a normalização das atividades na Universidade.
Foi também confirmado também o reajuste do vale alimentação de R$ 600 para R$ 850, o que equivale a aumento de 41,6%, a ser implementado no primeiro dia útil após a normalização das atividades. No entanto, a questão do reajuste salarial será discutida somente em setembro na reunião entre o Cruesp (Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas) e o Fórum das Seis (entidade que reúne os sindicatos de docentes e funcionários da Unesp, USP e Unicamp).
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Como ocorrerá essa reposição de aulas? Nossos filhos que quase morrem de tanto estudar para conseguir uma vaga na escola pública terão uma reposição tipo “curso vago” por parte da UNESP e USP????? tanto esforço para uma qualidade “Curso Vago”?? porque todo ano é essa mesma novela…
os alunos não podem ser prejudicados pela greve dos professores