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Polícia

Quadrilha que vendia vagas em cursos de medicina movimentou R$ 5 milhões em seis meses, diz polícia

Investigação partiu após indícios encontrados em uma universidade em Assis (SP). Instituição de ensino acionou a Polícia Civil após suspeitar de cinco alunos do curso de Medicina. Estudantes foram expulsos em 2018.

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A operação deflagrada na manhã de sexta-feira (12), que prendeu 17 pessoas no interior de São Paulo denunciadas por venda de vagas em vestibulares, desmantelou um esquema de fraude que movimentou cerca de R$ 5 milhões nos últimos seis meses, segundo a polícia.

A Operação foi batizada de Asclépio, que na mitologia grega significa Deus da Medicina e da Cura, foi organizada pela Polícia Civil em conjunto com o Ministério Público.

O esquema de venda de vagas envolveu alunos da Fundação Educacional do Município de Assis (FEMA) de Assis, que foi de onde partiu a investigação da Polícia Civil.

As prisões ocorreram nas cidades de Fernandópolis, Andradina, São Paulo e Presidente Prudente. Os policiais civis cumpriram 55 mandados de busca e apreensão. Foram apreendidos computadores, dinheiro, cheques e carros de luxo dos suspeitos que foram presos em condomínios de luxo.

A operação contou com a participação de 350 policiais civis, que tiveram apoio de policiais de Minas Gerais e promotores de Justiça de Assis, Fernandópolis, São José do Rio Preto e São Paulo. Os homens presos foram encaminhados para a cadeia de Lutécia e, as mulheres, para a de Dracena.

Investigações

As investigações começaram em abril de 2017, quando os diretores da Fundação Educacional do Município de Assis suspeitaram do ingresso de cinco alunos. Quando foram efetuar a matrícula do curso a biometria não coincidia com a digital do dia da prova do vestibular.

O diretor da Fema, Eduardo Vella, contou que assim que teve provas da fraude procurou à Polícia Civil — Foto: TV TEM / Reprodução

Na época, a faculdade não pôde impedir a matrícula dos alunos e, diante das provas, os cinco estudantes foram expulsos em 2018, já no segundo semestre do curso. A Fema ainda procurou a Polícia Civil para registrar a suposta fraude dos alunos.

Segundo a Polícia Civil, as investigações identificaram Adeli de Oliveira, de Presidente Prudente, como o principal articulador da fraude. Ele vendia as vagas para os cursos de medicina e também as transferências de alunos para outras faculdades. O valor cobrado por vaga seria de R$ 80 mil a R$ 120 mil por estudante.

Todos os envolvidos no esquema, presos na operação, eram estudantes e médicos. A investigação ainda apura se havia envolvimento de funcionários das universidades.

A Polícia ainda tenta identificar os “clones”, quatro homens e uma mulher que faziam as provas no lugar dos candidatos. A Polícia Civil divulgou as imagens deles para tentar identificar os envolvidos. Todos irão responder por formação de quadrilha, estelionato e falsificação de documento público.

Como o grupo atuava

Segundo a polícia, com o avanço das diligências, apurou-se a constituição de sofisticada organização criminosa composta de três grupos, todos interligados: 1) Grupo familiar; 2) Grupo dos captadores e vendedores de vagas; e 3) Grupo de intermediários na Universidade Brasil.

O primeiro grupo, comandando pelo cabeça do esquema, coordenava todas as ações, “se valendo dos trabalhos de vários subordinados (seus familiares)”.

Carro de luxo apreendido pela Polícia Civil — Foto: Stephanie Fonseca/G1

O segundo grupo surgiu da necessidade de se captar “vendedores de vagas”. A polícia diz que, por conta do alto número de alunos, só os familiares do articulador do esquema não teriam condições de atender toda a “oferta de vagas” em universidades particulares e a procura de interessados.

O terceiro grupo é de pessoas ligadas à Universidade Brasil, que possui faculdade de medicina em Fernandópolis. A polícia diz que, sem este grupo, não seria possível obter “êxito no engenhoso crime”. Essas pessoas eram consideradas integrantes desta organização criminosa.

Inteligência

De acordo com informações obtidas pelas autoridades, segundo o Ministério Público Estadual, pessoas com maior capacidade intelectual usavam documentos falsos para se passarem pelos candidatos efetivamente inscritos, realizando as provas no lugar destes.

As investigações identificaram os alunos e os responsáveis pela ação fraudulenta, desvendando a existência de possível organização criminosa com atuação mais ampla, fora da Comarca de Assis, segundo o MPE.

‘Mina de dinheiro’

Em entrevista coletiva na sede do 8º Departamento de Polícia Judiciária do Interior (Deinter-8), em Presidente Prudente, o delegado Ricardo Fracasso, que coordena as investigações, informou que os participantes da organização “sofisticaram o esquema” criminoso.

Dinheiro apreendido pela Operação Asclépio, que desmantelou quadrilha que “vendia” vagas em cursos de medicina — Foto: Stephanie Fonseca/G1

As investigações, segundo Fracasso, indicaram que os participantes do esquema ingressavam em um curso, ficavam um período de seis meses a um ano e depois tentavam a transferência para outra faculdade próxima da região onde moravam e na qual não haviam conseguido passar no vestibular.

“Para que a organização criminosa funcionasse e tivesse êxito, precisaria da concordância de alguém dentro da faculdade. Aí nós identificamos as pessoas que recebiam e permitiam essa fraude na suposta elaboração das provas nesse processo de transferência. A condição exclusiva para a transferência era o pagamento”, disse o delegado.

“As pessoas que compraram as vagas e que não efetivaram a prova de ingresso ou que não efetivaram verdadeiramente a prova de transferência ou cumpriram os requisitos vão responder por crime de falsidade. Ou falsidade de documento público, falsidade de documento material ou falsidade ideológica”, explicou Fracasso.

Como os valores das vagas e os montantes recebidos eram elevados, a mãe de um dos investigados chegou a declarar, segundo o delegado, que o filho teria encontrado uma “mina de dinheiro”.

Outro lado

A Fundação Educacional do Município de Assis (Fema) informou, em nota ao G1, que todo o processo do vestibular para o curso de medicina da instituição é organizado e aplicado por funcionários da Fundação Vunesp.

“Sobre o processo de 2017, a Fema descobriu inconsistências no reconhecimento dos candidatos, informou à Polícia e abriu, imediatamente, um processo administrativo interno para averiguação dos fatos. Os envolvidos tiveram suas matrículas canceladas, reforçando o compromisso da instituição com os processos legais”, declarou.

Ainda em nota, “a Fema reafirma sua transparência e ética em suas atividades e está à disposição da comunidade e da Polícia para mais esclarecimentos”.

Já a Fundação Vunesp, também em nota ao G1, informou “que mantém sempre atualizados os seus procedimentos de segurança, entre eles identificação datiloscópica e gravação de imagens, para garantir a lisura de todos os vestibulares realizados. O caso específico da matéria em questão está sendo conduzido pela Polícia Civil/SP”.

Sobre a Operação Asclépio, a Universidade Brasil esclareceu que é “vítima do esquema de fraudes envolvendo vagas de medicina em faculdades privadas no interior de São Paulo”.

“Em dezembro de 2018, um boletim de ocorrência foi aberto pela própria instituição com o intuito de denunciar uma página no Facebook em que o administrador utilizava o nome da Universidade para cometer atos ilícitos, obtendo para si vantagens indevidas”, salientou, em nota.

Na ocasião, a reitoria da Universidade Brasil ainda fez uma declaração pública em cartório para ressaltar todos os seus compromissos com a legalidade e transparência do processo seletivo, enfatizando que as únicas taxas cobradas são as previstas no edital do vestibular, segundo a nota.

“A instituição tomou o conhecimento nesta sexta-feira, pela Polícia Civil, sobre a investigação desta organização criminosa e já abriu sindicância interna para apurar eventuais responsabilidades”, complementou.

“A Universidade Brasil, como vítima e parte interessada de toda essa história, também se coloca à disposição das autoridades para prestar mais esclarecimentos e auxiliar em toda a investigação policial”, concluiu.

Carros de luxo e motocicletas foram apreendidas na operação — Foto: Stephanie Fonseca/G1

Polícia

Mulher grávida é resgatada de carro que capotou após batida com caminhão em Maracaí

Acidente aconteceu na vicinal que liga a cidade ao distrito de Roseta. Mulher foi levada ao pronto-socorro de Paraguaçu Paulista, onde ficou em observação. Ela o bebê passam bem, diz PS.

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Do G1
Carro que capotou na vicinal entre Maracaí e Roseta ficou bastante danificado após o choque com o caminhão — Foto: Polícia Civil/Divulgação
Carro que capotou na vicinal entre Maracaí e Roseta ficou bastante danificado após o choque com o caminhão — Foto: Polícia Civil/Divulgação

Uma mulher grávida foi resgatada com ferimentos considerados leves após acidente entre o carro que ela dirigia e um caminhão no fim da manhã desta terça-feira (15), em Maracaí (SP).

Segundo informações da Polícia Militar, o caminhão saía de uma usina na vicinal Eduardo Andrade Reis, que liga Maracaí a Roseta, distrito de Paraguaçu Paulista, quando colidiu com o carro, que capotou com o impacto.

A mulher grávida, única ocupante do carro, foi resgatada com ferimentos considerados leves e encaminhada para o pronto-socorro de Paraguaçu Paulista. O motorista do caminhão não se feriu.

Segundo informações do pronto-socorro, a mulher, que é moradora de Paraguaçu Paulista, ficou em observação, mas ela e o bebê passam bem.

Segunda a polícia, caminhão saía de uma usina quando bateu no veículo — Foto: Polícia Civil/Divulgação

Segunda a polícia, caminhão saía de uma usina quando bateu no veículo — Foto: Polícia Civil/Divulgação

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Polícia

Homem que matou professora é condenado por outros crimes

A decisão foi publicada no Diário Oficial nesta segunda-feira (14).

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Do Marília Notícia
Jefferson Silva foi preso no litoral e transferido para Marília (Foto: Edio Júnior)
Jefferson Silva foi preso no litoral e transferido para Marília (Foto: Edio Júnior)

O mototaxista Jefferson Carlos da Silva foi condenado pela Justiça a quatro anos de prisão por violência doméstica. Jefferson ainda aguarda o julgamento pelo feminicídio da professora Elisabete Aparecida Ribeiro, de 37 anos, ocorrido em janeiro do ano passado.

A decisão foi publicada no Diário Oficial nesta segunda-feira (14). A sentença é assinada pelo juiz Décio Divanir Mazeto da 3ª Vara Criminal de Marília. Ele foi condenado pelos crimes de sequestro e cárcere privado, lesão corporal e ameaça. O caso segue sob segredo de Justiça, devido a isso não há mais detalhes.

“(…) julgo procedente a ação penal para condenar Jefferson Carlos da Silva, qualificado nos autos, a descontar em regime inicialmente fechado, a pena de dois anos de reclusão, declarando-o incurso no artigo 148, § 1º, I, e a pena de dois anos de detenção, em regime inicial semiaberto, por infração ao artigo 129, § 1º, I, e três meses de detenção, em regime também intermediário, como incurso no artigo 147, todos cc. o artigo 69, todos do Código Penal”, diz a sentença.

Feminicídio

O feminicídio ocorreu no dia 10 de janeiro de 2018, data em que Jefferson Silva matou a vítima com diversos golpes de faca em um conjunto de apartamentos na rua Santos Dumont, no bairro Prolongamento Palmital, zona Norte de Marília.

Em depoimento à policia, o mototaxista alegou que o motivo pelo crime foi uma dívida em uma viagem para Florianópolis (SC) que o casal fez no réveillon daquele ano. Ele foi preso no litoral de São Paulo, no município de Praia Grande.

Jefferson Silva permanece preso na Penitenciária de Marília indiciado por homicídio quadruplamente qualificado – motivo fútil, meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio. Se condenado, o mototaxista poderá pegar pena de 30 anos em regime fechado.

Elisabete Aparecida Ribeiro morta a facadas (Foto: Redes Sociais)

Elisabete Aparecida Ribeiro morta a facadas (Foto: Redes Sociais)

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Polícia

Corpo de idoso desaparecido há três dias é achado ao lado de caçamba em Palmital

Homem de 75 anos que desapareceu no último sábado (12) foi achado em terreno próximo ao pronto-socorro, sem sinais aparentes de violência. Ele foi enterrado nesta segunda-feira (14), sem velório.

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Do G1
Adão Rodrigues da Mota, de 75 anos, estava desaparecido desde sábado (12): sem sinais aparentes de violência — Foto: Arquivo pessoal
Adão Rodrigues da Mota, de 75 anos, estava desaparecido desde sábado (12): sem sinais aparentes de violência — Foto: Arquivo pessoal

O corpo de um idoso de 75 anos que estava desaparecido desde a manhã do último sábado (12) foi encontrado na manhã desta segunda-feira (14) em um terreno baldio ao lado do pronto-socorro, no bairro Paraná, em Palmital (SP). O corpo estava ao lado de um caçamba.

Segundo a Polícia Militar, um funcionário da empresa de caçambas encontrou o corpo de Adão Rodrigues da Mota e entrou em contato com a corporação. Ainda de acordo com a PM, não havia sinais aparentes de violência.

O local foi isolado e passou por perícia da Polícia Civil. O corpo foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) de Assis, para a realização de exame necroscópico que determinará as causas da morte.

O enterro do corpo de Adão Rodrigues da Mota foi realizado nesta segunda-feira no Cemitério Municipal de Palmital. Não houve velório. O caso será investigado pela Polícia Civil.

Corpo de idoso desaparecido há três dias é achado ao lado de caçamba em Palmital — Foto: Polícia Militar/Divulgação

Corpo de idoso desaparecido há três dias é achado ao lado de caçamba em Palmital — Foto: Polícia Militar/Divulgação

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