Final única vem matando a essência do futebol sul-americano

© Imagem de Andi por Pixabay

A final da Conmebol Libertadores será decidida em partida única pela quinta vez consecutiva. Muito longe dos estádios originais do Athletico e do Flamengo, e muito longe da realidade da maioria dos torcedores. Este formato final tem mais pontos negativos do que positivos. Ficou claro que era hora da Conmebol rever a medida.

O primeiro ponto é a parte financeira, mas não é o que órgão dirigente do futebol sul-americano deva se preocupar e sim os torcedores de baixo orçamento que não terão a oportunidade de ir ao jogo. Os pacotes de viagem e hospedagem mais baratos em Guayaquil começam a partir de R$ 15.000. A maioria deles nem tem garantia de ingresso. Dito isto, outra quantia considerável deve ser paga.

É essencial que aconteça um desenvolvimento da parte comercial da competição. É indiscutível que a final única ajuda neste sentido, porque ela auxilia na venda de direitos de televisão da decisão para o exterior, atrai patrocinadores, mas todo o resto precisa ser prioridade, principalmente a questão sobre a essência do futebol sul-americano. Em nenhum momento ela é preservada desde a implementação desse novo modelo de final única.

DIFICULDADE NA LOCOMOÇÃO

Aqui na América do Sul não há a mesma mobilidade existente na Europa. A malha aérea do nosso continente é precária, não existe transporte eficiente por via férrea, e as distâncias por estradas são bem maiores em comparação ao “centro nervoso” do continente em que é disputado a Champions League.

Imagem de Joshua Woroniecki por Pixabay
Imagem de Joshua Woroniecki por Pixabay

Tudo aumenta o preço dos deslocamentos. Os torcedores dos dois times que sonharam em ver pessoalmente os times jogando, terão que se contentar somente com a televisão. Com o fato de tornar o estádio da final somente para a “elite”, o clima pulsante e as características de uma final de libertadores ficará muito prejudicada.

Da pra imaginar a festa que seria e a magia da Arena da Baixada e o Maracanã, em 180 minutos de futebol. Certamente algo bem maior do que ocorrerá em Guayaquil, no Equador. Quem não lembra da final entre o Red bull Bragantino e o mesmo Athletico pela Copa Sul-Americana do ano passado, no Uruguai. Um estádio Centenário e muito longe da capacidade de público máximo foi visto de forma melancólica.

É difícil que isso ocorra em Guayaquil. A libertadores atrairá muito mais atenção dos torcedores do furacão do que o jogo de 2021, há uma demanda maior de turistas e de convidados para essa edição do campeonato, e a torcida do Flamengo é muito grande. Se a final tiver dois times sem tanta fama, existe o risco de existir um mico internacional, algo que certamente não ocorreria no estádio de cada um dos times.

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TERCEIRA FINAL DE BRASILEIROS

Está é a terceira final seguida composta por brasileiros, como Palmeiras x Santos, Palmeiras x Flamengo e agora Flamengo x Athletico Paranaense. O Rubro-negro carioca também disputou a final de 2019, contra o River Plate, onde saiu campeão.

Não é só isso, nas últimas edições aconteceram goleadas que em 1990 eram quase impensáveis, como River Plate 0 x Palmeiras 3, Vélez Sarsfield 0 x Flamengo 4, essas coisas não eram comuns.

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