Confira a carta enviada à redação do AssisNews abaixo:
Assis, 01 de agosto de 2017.
Carta aberta à sociedade de Assis,
É com grande pesar que mais uma vez venho me colocar como assisense, cidadã e brasileira. Gostaria muito de colocar-me aqui para parabenizar a atuação das autoridades tanto públicas quanto as de instituições filantrópicas ou de sociedades privadas. Porém, cada vez mais percebo a falta de ética, cidadania e generosidade por parte daqueles que receberam o poder como forma de melhorar e possibilitar dias melhores para a sociedade como um todo.
Temos na cidade de Assis uma das catedrais mais lindas da região, conhecida em tempos de outrora como a região Sorocabana. Não posso negar o fato de que a catedral em si está mais bonita e, à noite, quando iluminada, é um marco arquitetônico de destaque que valoriza a geologia da cidade.
Contudo, me entristece muito que o poder, na mão de autoridades narcisistas, ambiciosas pelo poder a qualquer custo, ainda impera, mesmo que seja numa cidade como a nossa. Todos conhecem a praça da Catedral. Uma praça que em outros tempos reunia famílias assisenses ao redor de sua fonte. Crianças correndo livres, aproveitando a sombra das frondosas árvores cujas copas floridas de ipês majestosos – árvore símbolo do Brasil – generosamente, sem nada cobrar, decoravam e coloriam o cinza da cidade. A praça era outra, os tempos eram outros, a ética parecia existir!
É com muito pesar – insisto – que vejo o corte das árvores como ato banal. A destruição de uma praça historicamente construída por assisenses é normal!!! As árvores eram “velhas”? A praça deve ser como as praças italianas? Não devo satisfação a ninguém? Quando perguntei sobre o por quê da destruição, foi o que ouvi… Sabemos, como assisenses, que a praça da Catedral, assim como as demais (haja vista a destruição da praça da creche e das demais praças das igrejas locais) constituíam o palco da história de Assis. Era nelas que ocorriam os comícios, os encontros da população, as bandas… Um tempo que não voltará, mas que deveria ser preservado a sete chaves, como patrimônio material e imaterial de qualquer comunidade. Um povo sem história é um povo sem direitos, sem deveres e, sobretudo, sem vida. É assim em todos os lugares do Brasil. Nos deixamos levar pelo discurso inebriante do novo que vem para destruir o “velho”.
As árvores se foram. Suas flores mortas não mais “sujarão o calçamento cinza e quebrado da praça”, “não darão mais trabalho e despesa para os varredores de rua”, não mais ecoarão as vozes de milhares de assisenses que com elas se constituíram como cidadãos de uma comunidade. A praça e sua história, esta construída pelos impostos de cada um de nós, são espaços vazios, cinzentos, secos… A praça é hoje local para outros negócios: está à mercê dos flanelinhas do estacionamento e dos usuários de drogas à noite, enquanto que as árvores mortas gemem em meio ao assovio do vento de agosto: POR QUÊ? POR QUÊ?
Patrícia Helena Nero
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