Após calote de buffet, estudantes fazem ‘pedágio’ para pagar formatura

© Estudantes fizeram pedágio para arrecadar dinheiro (Foto: Reprodução/TV TEM)

Estudantes fizeram pedágio para arrecadar dinheiro (Foto: Reprodução/TV TEM)
Estudantes fizeram pedágio para arrecadar dinheiro (Foto: Reprodução/TV TEM)

Um grupo de estudantes de Paraguaçu Paulista (SP) decidiu ir para a rua pedir dinheiro na tentativa de salvar a formatura após descobrir que foram vítimas de um calote da empresa que prestaria o serviço de buffet. Eles pagaram R$ 68 mil pela festa de formatura. Planejaram durante dois anos, mas só souberam que a empresa não cumpriria com o combinado dois dias antes da formatura. A única alternativa foi arrecadar dinheiro nas ruas e nos semáforos.

“Não vai ser mais a mesma coisa que a gente tinha pensado antes, mas com certeza a gente não vai deixar passar em branco dessa vez”, diz a formanda Emmanuela Azoia.

Além do serviço de buffet, a empresa também tem um salão de festas e o dono costumava atender os clientes em horário comercial para fechar os contratos, mas o espaço está fechado. Segundo as vítimas, o dono do buffet nunca mais foi encontrado em Assis, nem atende ao celular. Ele também excluiu o perfil que tinha nas redes sociais.

O advogado da empresa, Jesualdo Almeida Júnior, explicou que o buffet não cumpriu os compromissos por falta de dinheiro. “A empresa passou por uma crise financeira que não é exclusiva dela, ela se descapitalizou e hoje ela não tem condição de cumprir os contratos assumidos. Não há condição mais nenhuma de atender os compromissos assumidos. Nós estamos tomando conhecimento de qual é realmente a extensão do problema e há uma perspectiva de escalonamento dessas dívidas para pagamento futuro. Hoje, é impossível pensar em qualquer tipo de pagamento.”

O caso foi registrado e está sendo investigado pela polícia de Assis. “Ficamos todas perdidos, nossos filhos todos desesperados porque é um sonho de dois anos que nós estamos aguardando, guardando esse dinheiro, vendendo doce na rua, vendendo pizza, fazendo tudo que pode para realizar o sonho deles e de repente ele levou tudo assim”, lamenta a mãe de uma das alunas, Dalva Mariano Rogério.

Mais vítimas
Um casal de noivos também foi vítima da empresa e teve que reorganizar a festa em menos de 10 horas. O buffet foi contratado há um ano pelo casal e avisou de última hora que não poderia fazer a festa.

Casos foram registrados como estelionato (Foto: Reprodução/TV TEM)
Casos foram registrados como estelionato
(Foto: Reprodução/TV TEM)

O analista de RH Daniel Bicudo é irmão do noivo e conta o desespero que a família passou. “A gente não dormiu, a cerimonialista não dormiu, buffet que pegou a festa em torno de meia noite também não dormiu fazendo os preparativos.”

Os noivos pagaram mais de R$ 16,2 mil por um serviço que nunca foi realizado. A festa ainda teve que ser levada pra outra cidade onde tinha um salão disponível. “A gente espera que uma maneira ou de outra ele seja punido”, diz Daniel.

A empresa contratada pelos estudantes e pelos noivos tinha mais de cinco anos no mercado e em Assis era considerada uma das melhores do segmento de buffet. Mas há duas semanas deixou de atender todos os contratos. Seriam mais de 50, segundo a polícia. As pessoas têm denunciado o buffet por estelionato.

Noivos reorganizaram festa em menos de 10 horas (Foto: Reprodução/TV TEM)
Noivos reorganizaram festa em menos de 10 horas (Foto: Reprodução/TV TEM)
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