Polícia Federal prende suspeitos de sonegarem mais de R$ 2 bilhões

© Mandados são cumpridos pela Polícia Federal de Marília em Assis e Paraguaçu Paulista (Foto: TV TEM/Reprodução)

Mandados são cumpridos pela Polícia Federal de Marília em Assis e Paraguaçu Paulista (Foto: TV TEM/Reprodução)
Mandados são cumpridos pela Polícia Federal de Marília em Assis e Paraguaçu Paulista (Foto: TV TEM/Reprodução)

A Polícia Federal de Marília (SP) cumpre na manhã desta quinta-feira (7) quatro mandados de prisão e sete de busca e apreensão de suspeitos de integrarem uma organização criminosa que sonega tributos. A ação, chamada de Operação Valletta, ocorre em  Assis,  Paraguaçu Paulista e na capital. De acordo com a polícia, o grupo existe desde 1995 e teria gerado prejuízo de mais de R$ 2 bilhões aos cofres públicos.

Ainda segundo a polícia, os irmãos irmãos Caetano Schincariol Filho e Fernando Machado Schincariol, sócios administradores da Cervejaria Malta, presos em maio deste ano, fazem parte do esquema. Eles foram presos preventivamente no dia 3 maio, por crimes tributários cometidos desde 2011. Os irmãos já haviam sido presos em março, pelos mesmos crimes, porém por processos anteriores a 2011. Na época, o advogado dos irmãos, Paulo Eduardo Chacon Pereira, não quis se manifestar sobre o assunto. A denominação da operação faz referência ao nome da cervejaria dos irmãos, Valletta é a capital da República de Malta.

Ainda segundo a Polícia Federal, as investigações apontaram que a organização tinha o objetivo de fornecer estrutura patrimonial, empresarial, contábil e bancária, para que empresas “de fachada” continuassem a produzir, vender e sonegar tributos.

Na sequência, as investigações devem revelar, em suas próximas fases, outros integrantes da organização criminosa e descobrir outros crimes de lavagem de dinheiro e estelionato. De acordo com a polícia, foram feitas medidas cautelares de sequestro de bens e valores para ressarcir os prejuízos aos cofres públicos durante a atuação da organização.

De acordo com a PF, as penas previstas para o crime, com base na Lei 12850/13, podem chegar a 8 anos de prisão, mais multas, somadas ainda às penas dos crimes contra a ordem tributária.

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