Sergio Busquets, atualmente no Inter Miami, se juntou às vozes que criticam o crescente número de jogos no calendário do futebol mundial. Durante entrevista coletiva, o ex-capitão do Barcelona afirmou que uma greve dos jogadores pode ser o único caminho para que suas opiniões sejam realmente consideradas.
A declaração veio como um endosso às críticas de Rodri, do Manchester City, que no último mês mencionou a possibilidade de uma paralisação para enfrentar a sobrecarga física.
Desgaste físico dos jogadores
Busquets destacou que o corpo dos jogadores sofre com a maratona de jogos, o que aumenta a incidência de lesões. Ele observou que, apesar dos atletas estarem cada vez mais preparados fisicamente, o esforço exigido em campo é muito maior do que anos atrás.
“No final, o corpo chega a um ponto em que diz “basta”. Há muitas lesões, mas ninguém cuida do jogador. Se for de outra maneira, é como se não tivéssemos voz. Isso é preocupante, para ser sincero”, afirmou Busquets.
O ex-Barcelona salientou que, mesmo sendo os principais responsáveis pelo espetáculo, os atletas raramente são consultados sobre as decisões que envolvem as competições.
Rodri também já havia alertado para o problema, criticando o calendário da nova Champions League, que adicionará até quatro partidas a mais para alguns clubes. A questão é motivo de insatisfação não apenas entre jogadores, mas também para dirigentes, como Javier Tebas, presidente da La Liga, que expressou apoio a uma eventual paralisação.
Guardiola sobre lesão de Rodri: “Está fora da temporada”
Poucos dias após criticar o calendário, Rodri sofreu uma lesão no joelho durante a partida contra o Arsenal, pela Premier League. O técnico Pep Guardiola confirmou que o volante espanhol não jogará mais nesta temporada 2024/2025. A notícia reacendeu o debate sobre a necessidade de rever o número de jogos, visto que os clubes europeus têm cada vez mais compromissos, seja em competições nacionais ou internacionais.
“O calendário tem aumentado, e os jogadores estão mais desgastados. Embora sejamos os protagonistas, temos um papel muito pequeno na escolha dos torneios a disputar. É necessário um esforço conjunto para ouvir também os atletas”, completou Busquets.
Com as críticas aumentando e os riscos de lesão mais evidentes, a pressão por mudanças no futebol europeu tende a crescer. A adesão de figuras como Busquets a uma possível greve demonstra a seriedade do problema, que não se resume apenas a reclamações de desgaste, mas também a uma luta por um papel mais ativo dos jogadores nas decisões do esporte.
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