Mãe de jovem morto na Suíça viaja para Alemanha atrás do passaporte

Sandra Luiza Bastos Vidal embarcar no Aeroporto de Guarulhos.
Corpo de Matheus Marioto ainda não foi liberado por causa da burocracia.

Jovem morreu afogado em lago durante festa de música eletrônica na Suiça (Foto: Reprodução / Internet)
Luiza e Diego, amigo de Matheus, no aeroporto e
com camisa em homenagem ao rapaz
(Foto: Michele Vidal/arquivo pessoal)

Após esperar por 17 dias a liberação do corpo de Matheus Henrique Marioto, de 23 anos, que morreu afogado em um lago de Zurique, na Suíça, a mãe Sandra Luiza Bastos Vidal decidiu por conta própria buscar o passaporte do filho no apartamento na Alemanha, um dos documentos exigidos pelo governo suíço. Ela embarca às 18h30 desta quarta-feira (27) do aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, com destino a Frankfurt. Depois pega um trem e viaja mais 300 quilômetros até Achim, cidade de 30 mil habitantes, onde o jovem morava desde junho.

No dia 2 de agosto, o rapaz participava de uma das maiores festas de música eletrônica da Europa, a Street Parade, quando desapareceu. O corpo, localizado no dia 8, passou por exame de DNA e a identidade do brasileiro foi confirmada no dia 11. Desde então, a mãe tenta junto ao Consulado e às autoridades suíças a liberação do corpo.

Além de tentar resolver a situação burocrática para a autorização do translado, Luiza disse que também irá se ‘despedir’ do filho no local onde ele morava. “É uma decisão que tive que tomar. Quero me despedir dele na Alemanha. Também vou para pegar as coisas de Matheus e buscar resolver a situação da documentação. Mandamos uma nova declaração da Polícia Federal para o Consulado sobre o passaporte do meu filho. Desde quinta-feira passada o documento foi enviado para ser traduzido e entregue às autoridades da Suíça. Tomei a decisão ontem (terça-feira)“.

Se dormir no apartamento dele posso ter um momento para me despedir e arrumar tudo. Mas se dormir em um banco da praça não tem problema. Isso é muito pequeno perto do que estou passando”

– Luiza Vidal, mãe de Matheus.

Ela pretende trazer de volta os pertences do filho que estão no apartamento. Luiza também leva documentos e reportagens que provam a identidade dela como mãe de Matheus, já que ela pretende ficar no apartamento do filho enquanto estiver na Alemanha.

“Se dormir no apartamento dele posso ter um momento para me despedir e arrumar tudo. Mas, se dormir em um banco da praça não tem problema. Isso é muito pequeno perto do que estou passando”, contou.

Luiza embarca com Diego Lemos Guimarães, que morou e estudou com Matheus na época da faculdade, na Unesp de São José do Rio Preto. O retorno ao interior paulista está previsto para sábado (30). “O amigo de Matheus fala bem inglês e também decidiu me acompanhar para me ajudar. Espero que consiga resolver tudo. No sábado voltamos para o Brasil”, completa.

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Campanha 
Uma mobilização nas redes sociais na internet arrecadou cerca de R$ 27 mil para ajudar a família a pagar as despesas iniciais para a liberação do corpo de Matheus. A ajuda foi essencial para a família conseguir trazer o corpo do jovem, mas com todo o trâmite as despesas aumentam a cada dia.

“A cada dia as despesas aumentam porque para manter o corpo no IML (Instituto Médico Legal) é cobrado uma taxa. Se fosse pagar tudo do Brasil são taxas altas só de translação. Então, também vou tentar resolver isso”,  avisa.

A família de Matheus mora em Assis,no interior de São Paulo, mas o enterro do corpo deverá acontecer em São José do Rio Preto (SP), onde Matheus frenquentava o curso de mestrado na área de Ciências da Computação na Unesp.

O amigo Diego e a mãe de Matheus, Sandra Luiza, no aeroporto (Foto: Michele Vidal/Arquivo pessoal)

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